5 de Dezembro de 2009 - 13h17 - Última modificação em 6 de Dezembro de 2009 - 09h11
Voluntária diz que as coisas não dependem da política quando todos se unem e dão as mãos
Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil
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Brasília - Durante as comemorações do Dia Internacional do Voluntário, lembrado hoje (5), a presidente da organização não governamental Companhia das Américas, Tânia Primo, avaliou que quando todos se unem e dão as mãos, as coisas acontecem – independentemente de governo e política.
Entre os diversos voluntários que participaram de um café da manhã no Museu dos Povos Indígenas, a diretora comunitária do Conselho de Segurança de Brasília, Alice Caetano, pediu a palavra. Trabalhando há 15 anos como voluntária, ela lembrou que o interesse surgiu ao observar o movimento diário de moradores de rua perto do local onde morava.
“Comecei a entrar no mundo deles”, contou. E foi também por causa deles que ela está prestes a se formar em serviço social. “A gente aprende muito e se aproxima, porque eles têm receio de chegar." Atualmente, além do trabalho com moradores de rua, ela ajuda crianças e adolescentes carentes que vivem na capital.
Alice disse que agradece a Deus todos os dias pela força que tem para continuar, uma vez que o voluntariado, apesar de gratificante, é algo difícil – como “secar gelo”, segundo ela.
Para o subsecretário da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Distrito Federal, João Marcelo Feitosa, os serviços prestados por quem se dispõe a ajudar servem para aprimorar o que é proposto pelo governo. Sem esses esforços a sociedade como um todo alcança muito pouco, explicou.
As autoridades, segundo ele, não são próximas do cidadão e ainda enfrentam crises “como a que estamos vendo agora”, vivenciada pelo Governo do Distrito Federal. “Nosso trabalho voluntário ainda é embrionário, mas os resultados nos incentivam”, finalizou.
O Dia Internacional do Voluntário foi criado em 17 de dezembro de 1985 pela Assembleia Geral das Nações Unidas para valorizar e incentivar o serviço voluntário em todo o mundo.
Edição: Andréa Quintiere![]()
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