terça-feira, 4 de agosto de 2009

Agência Brasil - Teatro do Oprimido debate no Rio suas metas para o futuro - Direitos Sociais

 
20 de Julho de 2009 - 18h07 - Última modificação em 20 de Julho de 2009 - 18h11


Teatro do Oprimido debate no Rio suas metas para o futuro

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Representantes de países dos cinco continentes e de 16 estados brasileiros participam, de hoje (20) até domingo (20) da Conferência Internacional de Teatro do Oprimido, que ocorre nesta capital. Criado pelo dramaturgo brasileiro Augusto Boal, em 1986, esse método visa a democratizar a produção teatral, facilitando o acesso das camadas mais pobres à arte e aproximando o ator do espectador.

Segundo a coordenadora do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro, Helen Sarapecki, o objetivo o encontro é reunir pessoas que trabalham com essa dramaturgia em diversas partes do mundo, em culturas completamente distintas, para trocar ideias e fazer parcerias.

"E também pensar em uma meta para o futuro, em como avançar com esse movimento mundial já definido. Essa é a proposta”, afirmou.

Até quinta-feira (23), qualquer interessado poderá participar da conferência, que, de sexta-feira (24) até domingo (26), será fechada ao público. Nesses dias, 80 adeptos da metodologia do Teatro do Oprimido vão debater propostas que serão levadas a um evento internacional marcado para julho do ano que vem, em Belém, como parte do do Congresso Mundial da Associação Internacional de Drama/Teatro e Educação.

Helen disse que o método criado por Boal em parceria com artistas populares é revolucionário, porque dá às pessoas instrumentos para que façam sua própria revolução, depois, a de sua comunidade, e a de todo mundo em volta. “É uma metodologia muito simples, que qualquer um pode usar para discutir seus problemas do dia a dia. As pessoas montam um espetáculo com os problemas que elas vivenciam.”

Problemas comuns em todo o mundo, como a opressão contra a mulher, a homofobia, o racismo e o preconceito social são temas sempre abordados no Teatro do Oprimido, ressaltou Helen. “O Teatro do Oprimido ajuda nessa discussão. Não vamos acabar com a opressão, por exemplo, mas vamos tentar encontrar alternativas de transformação.”

De acordo com Helen, atualmente, o método é adotado em no mínimo 70 países, pois é universal e estimula a participação das camadas mais oprimidas da sociedade.

O Centro de Teatro do Oprimido desenvolve projetos com movimentos sociais, comunidades carentes, hospitais psiquiátricos, presídios e escolas. “Isso no Brasil e fora do país”, informou Helen Sarapecki. Durante a conferência, haverá espetáculos teatrais abertos ao público todas as noites, no Teatro de Arena do Conjunto Caixa Cultural do Rio de Janeiro.

O criador do Teatro do Oprimido morreu em maio deste ano, aos 78 anos, no Rio de Janeiro.




Edição: Nádia Franco  


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