segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Agência Brasil - Para Alvaro Dias, declarações de presidente do Conselho de Ética indicam sua falta de isenção - Corrupção

 
16 de Julho de 2009 - 20h03 - Última modificação em 16 de Julho de 2009 - 20h03


Para Alvaro Dias, declarações de presidente do Conselho de Ética indicam sua falta de isenção

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) disse hoje (16) que as opiniões do presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), demonstram sua falta de isenção, desacreditando o colegiado responsável por apurar a representação por quebra de decoro parlamentar feita pelo P-SOL contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

“O senador [Paulo Duque] não deve antecipar sua opinião. Ele erra ao fazê-lo, comprometendo a gestão que começa a desempenhar”, afirmou Dias sobre as declarações do presidente do Conselho, que, esta manhã, disse que “a opinião pública é volúvel” e que “nomeação política existe desde que o Brasil é Brasil”.

“Não creio que o senador Paulo Duque tenha ferido o regimento, mas agiu de uma forma que pode comprometer o resultado final do conselho. Esse comportamento de antecipar uma opinião pessoal, demonstra falta de isenção e desacredita o Conselho de Ética”, comentou Dias.

Eleito ontem (15) com o apoio da base governista, Duque recebeu críticas da oposição, que acredita que ele tenha sido escolhido para proteger Sarney na investigação do conselho. Sarney foi denunciado devido à edição de atos administrativos secretos, por meio dos quais parentes e amigos de parlamentares foram nomeados ou exonerados de cargos públicos, pela suspeita de ter atuado para favorecer um neto que mantinha negócios com o Senado e também pelo suposto desvio de verbas públicas da Petrobras pela Fundação José Sarney.

Quanto à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Alvaro Dias disse que a oposição, que é minoria, recorrerá ao Ministério Público Federal (MPF) sempre que a base governista tentar impedir as investigações.

“Todos os artifícios serão usados [pela base governista] para impedir um aprofundamento da investigação”, disse o senador. “Como minoria, levaremos as denúncias para que o MPF investigue sempre que a maioria impedir que isso aconteça”, comentou o senador, voltando a rebater a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, ontem, comparou os senadores da oposição a “bons pizzaiolos”.

“Claro que há pizzaiolos nesta Casa. São aqueles que sempre impedem as investigações, que contribuem para a desmoralização deste instituto importante que é a CPI, aqueles que são indicados pelo governo como fiéis escudeiros para impedir que se revelem fatos que, lamentavelmente, colocam o governo em uma situação de desconforto diante da opinião pública”, disse o senador Alvaro Dias.



Edição: Antonio Arrais  


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