quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Agência Brasil - MST nega que ocupação de ministério signifique rompimento de acordo - Direitos Sociais

 
11 de Agosto de 2009 - 13h02 - Última modificação em 11 de Agosto de 2009 - 13h41


MST nega que ocupação de ministério signifique rompimento de acordo

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - As lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que participam da ocupação da entrada do Ministério da Fazenda afirmaram que não descumpriram nada do acordo feito com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. Segundo a Polícia Militar, a invasão, que começou hoje (11) por volta das 9 horas, representaria um rompimento do que havia sido acordado de não ocupar nenhum prédio.

“Eles [MST] romperam o acordo feito em reunião com a Secretaria de Segurança Pública do DF já no primeiro dia de manifestações. Com isso, tratamento e negociações que daremos a eles serão feitos de forma diferenciada a partir de agora”, disse o Coronel Silva Filho, responsável por coordenar os policiais militares no local.

Para a Coordenação Nacional do MST não houve nenhuma quebra de acordo. “A combinação foi de que iríamos marchar pelos ministérios, ocupar as faixas da pista destinada à manifestação, e que sairíamos após as 8 horas. Nada foi acordado sobre ocupar ou não o ministério”, argumenta Vanderlei Martini, da Coordenação Nacional do movimento.

“O motivo da ocupação é pressionar para que o governo monte uma equipe de negociação com representantes da Casa Civil e dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Agrário, para que discutamos sobre os três pontos reivindicados”, disse.

Segundo a PM, uma mulher que estava no carro de som incitou os manifestantes a ocuparem o ministério foi visualmente identificada e deverá ser indiciada nas próximas horas. “Na primeira oportunidade vamos prendê-la por incitação”, disse o coronel. “Nós já a filmamos. Ela agora deve estar em meio à multidão ou no interior do prédio, que é responsabilidade da Polícia Federal”, completou o major Madureira.

Além da atualização do índice de produtividade – mecanismo que permite a identificação de terras improdutivas para fim de reforma agrária –, os manifestantes querem que 90 mil famílias acampadas no país sejam imediatamente assentadas, e que o Ministério do Planejamento libere ainda este ano os R$ 800 milhões retidos do orçamento destinado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para aplicá-los na desapropriação e obtenção de terras destinadas à reforma agrária.

O coronel Silva Filho informou que aparentemente nada foi quebrado no ministério, e que o próximo passo será tentar avançar na negociação para que os manifestantes abandonem o prédio.



Edição: Talita Cavalcante  


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