segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Agência Brasil - Lula diz que fome continua à margem da ação dos governos e pede maior envolvimento - Segurança

 
16 de Novembro de 2009 - 09h41 - Última modificação em 16 de Novembro de 2009 - 10h22


Lula diz que fome continua à margem da ação dos governos e pede maior envolvimento

Amanda Cieglinski
Enviada Especial

 
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Roma (Itália) - Na abertura da Cúpula Mundial de Segurança Alimentar, em Roma, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu um maior envolvimento de toda a comunidade internacional para combater a fome. O presidente afirmou que os gastos feitos pelos países ricos para socorrer seus sistemas econômicos diante da crise eram mais do que suficientes para erradicar a fome no mundo. Ele defendeu a cooperação internacional e pediu comprometimento dos países desenvolvidos no enfrentamento do problema.

“O combate à fome continua praticamente à margem da ação coletiva dos governos. É como se a fome fosse invisível. Muitos parecem ter perdido a capacidade de se indignar com um sofrimento tão longe de sua realidade e experiência de vida”, disse Lula ao discursar.

Ele afirmou que pertence ao grupo de brasileiros que deixou sua região natal para escapar da fome. “Tenho da fome, da pobreza e da exclusão social uma experiência de vida.” O presidente falou para os líderes presentes na reunião sobre os programas brasileiros que estão conseguindo reduzir o número de pessoas subnutridas. Entre eles, citou o Bolsa Família, o Luz para Todos, o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

“A experiência brasileira e de outros países mostra que o enfrentamento do problema da fome exige, antes de mais nada, vontade e determinações políticas. Essas iniciativas permitiram ao Brasil retirar 20,4 milhões de pessoas da pobreza e reduzir em 62% a desnutrição infantil”, informou.

Lula disse que historicamente os brasileiros foram excluídos da sociedade por um modelo de crescimento “que reproduzia a desigualdade”.

“A economia estava organizada para atender apenas 60% dos brasileiros, deixando o restante entregue à própria sorte. Milhões de seres humanos eram visto como estorvo”, disse o presidente em seu discurso.



Alterada para acréscimo de informação // Edição: Juliana Andrade  


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