12 de Janeiro de 2010 - 20h14 - Última modificação em 12 de Janeiro de 2010 - 20h14
Repasses federais às empresas acusadas de corrupção no DF são alvo de ação do PT
Da Agência Brasil
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Brasília - A bancada do PT-DF entregou à Controladoria-Geral da União (CGU) uma representação que pede a investigação dos repasses públicos federais às empresas envolvidas na Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal que investiga suposto recebimento de propina por empresas pelo governo de José Roberto Arruda (sem partido).
A deputada Erika Kokay (PT-DF) reuniu-se nesta terça-feira (12) com o ministro interino da CGU, Luíz Navarro, para entregar a representação que pede que o órgão declare a inidoneidade das empresas envolvidas no esquema de corrupção. Um levantamento feito pela CGU aponta que desde 2006 foram repassados cerca de R$ 1,86 bilhão de recursos federais ao GDF, sem contar com os recursos do Fundo Constitucional do Distrito Federal.
Segundo Erica, as empresas declaradas inidôneas perderão o direito de estabelecer contratos com órgãos públicos. “O GDF tem um orçamento vultoso e grande parte dele é composto por recursos federais. Cabe à CGU fazer a investigação e o controle sobre esses recursos”.
Em nota, a CGU disse que já foram emitidas 130 ordens de serviço para auxiliar no processo de investigação nas áreas de educação, justiça, direitos humanos e cidadania. Segundo a deputada, o número de empresas contratadas para auxiliar nessas áreas é grande, o que aumenta a possibilidade de empresas ligadas a elas estarem envolvidas no esquema de corrupção.
De acordo Navarro há aproximadamente 30 empresas que recebem recursos públicos federais envolvidas. Mas apenas seis delas foram identificadas até o momento. “Até agora nós só conseguimos identificar seis empresas que receberam os recursos públicos federais, entretanto esse é um levantamento ainda incompleto, porque foi feitos somente pelos dados que estão nos ministérios”.
O ministro disse também que o governo do Distrito Federal já deveria ter adotados procedimentos administrativos para declarar a falta de idoneidade destas empresas. “Poderia inclusive ter se antecipado à CGU, porque a competência primária é deles”. De acordo com Navarro, a partir da representação apresentada pelo PT, a CGU vai examinar a possibilidade de declarar a inidoneidade das empresas.
Edição: Rivadavia Severo![]()
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